Os sete candidatos à presidência da Câmara de Ponta Delgada reconheceram hoje a habitação, a segurança e as acessibilidades como prioridades, mas apresentaram propostas diferentes para a resolução dos problemas, durante um debate da Antena1/RTP Açores.
No debate, organizado pela Antena 1 e RTP/Açores e que foi emitido hoje de manhã na rádio e será transmitido na televisão pelas 20:40 locais (21:40 em Lisboa), o recandidato a um segundo mandato no município da ilha de São Miguel, Pedro Nascimento Cabral (PSD), destacou que a autarquia está a construir 112 habitações e prometeu construir mais casas e desenvolver “parcerias público-privadas e cooperativas” para responder ao “desafio primeiro” da maior cidade açoriana.
O cabeça de lista da CDU (PCP/PEV), Henrique Levy, acusou o executivo camarário de se esquecer dos “pobres e dos jovens” e propôs a criação de um Plano Local de Habitação Pública, enquanto Rui Matos (ADN) defendeu a criação de loteamentos em zonas sem propensão agrícola por via da iniciativa privada.
Já a candidata do Unidos Por Ponta Delgada (PS/BE/PAN/Livre), Isabel Rodrigues, disse querer uma “estratégia para as 24 freguesias” e aumentar em três milhões de euros anuais o valor dedicado a políticas da habitação, construindo mais casas, apoiando o arrendamento e promovendo a reabilitação de imóveis.
Pelo Movimento Independente Ponta Delgada Para Todos, Sónia Nicolau disse pretender afetar quatro milhões de euros, provenientes de 50% do Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), para reforçar as medidas de habitação e alertou para a necessidade de alterar o programa de apoio à reabilitação Reviva.
Por outro lado, o cabeça-de-lista do Chega, José Pacheco, disse querer rever o Plano Diretor Municipal (PDM) e “libertar terrenos urbanizáveis”, defendendo o papel dos privados, uma proposta também sugerida pela candidata da IL, Alexandra Cunha, que propôs a atribuição de benefícios fiscais para “colocar mais casas no mercado”.
Na segurança, a independente Sónia Nicolau defendeu a criação de uma Unidade de Intervenção Municipal, enquanto a liberal Alexandra Cunha disse pretender avançar com “equipas de emergências” e políticas que “rompam com as mesmas medidas de sempre”.
O candidato do ADN falou na necessidade de exigir à República mais efetivos para a Polícia de Segurança Pública, revindicação secundada por José Pacheco (Chega), que criticou a “bandalheira” da cidade devido aos sem-abrigo.
Nascimento Cabral (PSD), por sua vez, lembrou a implementação de um sistema de videovigilância que disse estar a ter consequências positivas, ao passo que Henrique Levy (CDU) alertou que para “resolver o problema da segurança é preciso resolver o problema da exclusão social”.
Isabel Rodrigues (Unidos Por Ponta Delgada) defendeu a formação de um Gabinete de Apoio Social de Emergência e apelou a que as drogas sintéticas sejam encaradas como um problema de saúde pública.
Nas acessibilidades, a localização para a central de camionagem foi um dos temas mais discutidos, tendo Nascimento Cabral (PSD) defendido a construção na Fábrica da Sinaga, Sónia Nicolau (Ponta Delgada Para Todos) na Avenida Dom Manuel I e Isabel Rodrigues (Unidos Por Ponta Delgada) proposto a construção de duas centrais a nascente e a poente.
Levy (CDU) disse pretender uma central de camionagem subterrânea no centro de Ponta Delgada, Alexandra Cunha (IL) defendeu a localização na Sinaga ou no Parque da Madruga e José Pacheco (Chega) prometeu uma “solução” para a central em 100 dias.
Já Rui Matos (ADN) defendeu a reformulação dos concursos dos minibus.
O atual executivo camarário é composto por cinco elementos do PSD e quatro do PS.
As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.




