O candidato do Chega à presidência da Câmara de Ponta Delgada, nos Açores, José Pacheco, disse hoje que, caso seja eleito, vai “dar dignidade e justiça” à atribuição dos apoios sociais, criticando a “má qualidade dos políticos”.
“Não é uma crítica ao executivo camarário, em particular. A crítica vai para a má qualidade dos políticos. E ninguém está imune a isso. Se for eleito, a primeira coisa que vou fazer é dar dignidade e justiça aos apoios sociais”, afirmou José Pacheco à agência Lusa, durante uma ação de campanha no Bairro das Laranjeiras, na cidade de Ponta Delgada, ilha de São Miguel.
O candidato apontou para o histórico de investimentos públicos na zona, que continua a ser “um bairro problemático, há muitos anos”, deixando críticas aos executivos açorianos na resolução dos problemas sociais.
“Aqui já se despejaram milhões e milhões de euros. Houve melhorias, claro, pois conheço o bairro muito bem, porque sou natural daqui perto. Mas, os problemas não se resolveram”, afirmou o candidato, alertando para situações relacionadas com “tráfico e consumo de droga” na zona e “dependência” de apoios sociais, como “os rendimentos mínimos”.
José Pacheco sublinhou que existem no bairro “muitas pessoas corretas, que têm o seu trabalho e contribuem e fazem tudo o que deve ser feito numa sociedade equilibrada, mas outros não”.
“Não vou permitir que uma pessoa receba apoios sociais, apenas porque sim ou porque uma assistente social acha que aquela pessoa merece. Mas, merece porquê? É preciso comprovar. Todos temos filhos. Ninguém se preocupa com os meus filhos. Quero perceber como é possível alguém não pagar rendas sociais e continuar dentro de uma casa. Comigo vai para o olho da rua, porque se eu não pagar a prestação da casa ao banco eles põem os meus filhos, o meu cão, o meu periquito, tudo para o meio da rua”, apontou José Pacheco, que é também líder regional do Chega.
Para o candidato, foi criado “um autêntico gueto” no Bairro das Laranjeiras e “ainda no tempo do PSD” de Mota Amaral.
“Isto começou com o PSD de Mota Amaral, continuou com o socialismo de Carlos César e os seus sucessores”, acusou.
José Pacheco deixou também críticas às candidaturas opositoras à presidência da Câmara de Ponta Delgada.
“Agora, temos uma candidatura independente que é socialista, mas dizem-se independentes. Os políticos têm de parar com isto. Acredito na democracia. Defendo a democracia. Vim para aqui, não para ser igual a eles, mas para lhes explicar que eles estão todos mal e o melhor que eles faziam era colocarem-se todos em casa”, afirmou.
Concorrem à Câmara de Ponta Delgada nas eleições de 12 de outubro Sónia Nicolau (Ponta Delgada Para Todos – independente), Nascimento Cabral (PSD, que se recandidata a um segundo mandato), Isabel Rodrigues (Unidos por Ponta Delgada – coligação PS, BE, PAN e Livre), Alexandra Cunha (IL), José Pacheco (Chega), Henrique Levy (CDU – coligação PCP/PEV) e Rui Matos (ADN).
O atual executivo camarário é composto por cinco elementos do PSD e quatro do PS.




