Autor: PM | Foto: DR
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A Casa de José Fagundes, na Fajã Grande, ilha das Flores, acolhe entre 20 de setembro e 20 de outubro a exposição fotográfica “Guilherme e a Arte de Moldar o Vime”, da autoria de Francisco Salgueiro.

A mostra dá a conhecer a vida e o legado de Guilherme, figura acarinhada na comunidade local, que desde cedo se dedicou ao artesanato em vime, transformando esta arte numa expressão de identidade cultural e numa forma de sustento familiar.

Nascido em 1933, Guilherme viveu sempre na Fajã Grande, onde conciliou a agricultura de subsistência, a música na Filarmónica local e a sua paixão pelo vime. O primeiro contacto com a cestaria ocorreu ainda em criança, quando, ao acompanhar o pai a uma freguesia vizinha, se encantou com a habilidade de um artesão que trabalhava varas de vime. Esse momento despertou-lhe um interesse que viria a marcar toda a sua vida.

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As fotografias agora apresentadas, em preto e branco, foram captadas em 2009 e integram um projeto mais amplo dedicado à preservação da memória coletiva da Fajã Grande, considerada o ponto mais ocidental da Europa. O trabalho será também editado em livro, como tributo ao artesão e contributo para valorizar o património imaterial da comunidade.

Mais do que simples utensílios, os cestos de vime de Guilherme refletem uma tradição ancestral, ligada à vida quotidiana das gentes da freguesia. A exposição procura, assim, perpetuar a memória de quem, com dedicação e criatividade, ajudou a construir a identidade cultural da ilha das Flores.

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