O líder do PS/Açores voltou a manifestar a disponibilidade do partido, segunda força política na região, para discutir o futuro do grupo SATA, que está a ser alvo de uma reestruturação financeira negociada com a Comissão Europeia.
Citado em nota de imprensa, na sequência da apresentação da candidatura do candidato socialista à Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, o dirigente da oposição manifestou-se “solidário com os trabalhadores da companhia aérea” e diz que “continuará a defender soluções que assegurem os postos de trabalho e a continuidade do serviço público”.
Francisco César afirmou que “são eles [trabalhadores] que todos os dias tentam fazer com que a companhia resulte”, mesmo quando a “ineficiência da gestão deste Governo dos Açores de cinco anos complica ainda mais a situação”.
O socialista disse que, “apesar dos mais de 500 milhões de euros injetados na empresa pelo atual executivo”, o processo de privatização da Azores Airlines “foi mal conduzido”, tendo sublinhando a insistência do Governo em privatizar o ‘handling’ da SATA “sem esclarecer o impacto dessa decisão na região e se haverá ou não despedimentos”.
“Nós não privatizaríamos o ‘handling’, porque esse serviço é fundamental para os açorianos. Existem outras soluções, autorizadas pela União Europeia, que podem ser adotadas”, disse.
O Grupo SATA reduziu os prejuízos para 44,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, o que representa uma melhoria de cerca de 826 mil euros face aos 45 milhões de euros negativos registados em igual período do ano passado.
De acordo com o grupo, todas as empresas registaram evolução positiva no primeiro semestre de 2025.
Atualmente estão a decorrer as negociações entre o Governo Regional e o consórcio Newtou/MS Aviation para a privatização da Azores Airlines, do Grupo SATA, um processo que o executivo regional disse querer concluir até final deste mês, que termina hoje.
Em junho de 2022, a Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais.




