O BE/Açores reafirmou hoje que a privatização da Azores Airlines e do ‘handling’ representa o “total desmantelamento” do grupo SATA, manifestando-se solidário com os trabalhadores que hoje se concentraram em Ponta Delgada.
De acordo com a força política, a estratégia seguida pelo Governo dos Açores visando a privatização “teve como consequência o agravar da situação financeira e operacional da SATA”.
“O Bloco recorda ainda que foi este Governo Regional de direita que afirmava que iria salvar a SATA. Quatro anos depois, o grupo SATA está pior do que nunca”, refere o BE numa nota de imprensa.
Para os bloquistas, a “mudança de gestão e de estratégia para o grupo SATA é fundamental para a sua sobrevivência”.
Segundo o Bloco, “é preciso travar a privatização do serviço de ‘handling’ da SATA Air Açores e negociar uma parceria estratégica entre a SATA Internacional e a TAP que evite a privatização ou o seu encerramento”.
O BE/Açores diz que está “ao lado dos trabalhadores da SATA que se manifestaram hoje em Ponta Delgada em defesa da companhia aérea, do serviço público e dos seus postos de trabalho”, considerando que a postura do executivo açoriano com os trabalhadores “tem sido, a todos os níveis, inaceitável”.
“O Governo Regional tem apontado os trabalhadores como culpados da calamitosa situação financeira do grupo SATA, inclusive pressionando os trabalhadores a abdicar de direitos para facilitar a privatização da SATA Internacional”, frisa o Bloco.
O BE/Açores afirma que o Governo Regional, “ao ameaçar com o encerramento da Azores Airlines, exerce uma chantagem inaceitável sobre os trabalhadores” e “desvaloriza totalmente a companhia aérea”.
Atualmente estão a decorrer as negociações entre o Governo Regional e o consórcio Newtou/MS Aviation para a privatização da Azores Airlines, do Grupo SATA, um processo que o executivo regional disse querer concluir até final do corrente mês.
Em junho de 2022, a Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo medidas como uma reorganização da estrutura e o desinvestimento de uma participação de controlo (51%).




