A CDU voltou a manifestar forte oposição à privatização da SATA, sublinhando que a companhia aérea açoriana é um serviço estratégico e insubstituível para a mobilidade e segurança das populações do arquipélago.
Em causa estão situações como o transporte urgente de doentes em maca, bebés em incubadora ou missões especiais realizadas durante a pandemia, quando a transportadora pública enviou um avião à China para recolher material sanitário.
“O que garante que uma empresa privada altere a sua programação para salvar vidas, transportar doentes ou reforçar lugares em voos quando uma comunidade insular assim o necessita?”, questiona a força política, lembrando ainda que os açorianos têm memória de como eram tratados antes de terem a sua própria companhia aérea.
Henrique Levy, candidato da CDU à Câmara Municipal de Ponta Delgada, participou este sábado na manifestação de solidariedade com os trabalhadores da SATA e criticou duramente o Governo Regional pelas acusações que têm recaído sobre o corpo laboral. “A situação em que a SATA se encontra não é responsabilidade dos seus trabalhadores, mas sim consequência da má gestão e da ingerência política dos sucessivos governos regionais”, afirmou.
O candidato destacou ainda que os trabalhadores, “mais do que ninguém, sabem o que é necessário para tornar a companhia sustentável” e que, durante anos, alertaram para decisões erradas das administrações nomeadas politicamente.
Para a CDU, a solução passa por uma gestão pública competente, centrada nos interesses da Região, e não pela entrega da companhia a privados. O partido acusa ainda os sucessivos executivos de terem privilegiado o financiamento de companhias low-cost, em detrimento do reforço da SATA, política que considera responsável pelo “descalabro” atual.
“A SATA é dos açorianos e deve servir, em primeiro lugar, os açorianos. Privatizar é pôr em risco vidas, segurança e mobilidade, valores que não podem ficar reféns da lógica do lucro”, conclui a CDU.




