O presidente do PS Açores, Francisco César, voltou este sábado a colocar o futuro da SATA no centro do debate político regional, afirmando que a companhia aérea atravessa uma situação crítica e que os trabalhadores não podem ser responsabilizados pelos problemas existentes.
Durante a apresentação da candidatura de Marco Silva à Câmara Municipal do Corvo, o líder socialista denunciou “ameaças e intimidações” dirigidas a funcionários da empresa, considerando a situação “inadmissível em democracia”. “Os trabalhadores não criaram o problema da SATA, pelo contrário: servem a companhia e, servindo a companhia, servem os Açores”, frisou.
Francisco César recordou que, ao longo dos últimos cinco anos, o Governo Regional, liderado pela coligação PSD/CDS/PPM e apoiado pelo Chega, injetou cerca de 450 milhões de euros na transportadora, sem que a reestruturação tivesse produzido resultados claros. “Não sabemos se a SATA Internacional resiste até ao final do ano e permanece a incerteza sobre o futuro dos trabalhadores do handling, que podem perder os seus empregos”, alertou.
O líder socialista acusou ainda o executivo de incompetência no processo de privatização, apontando que é o próprio Governo a admitir que a sobrevivência da SATA Internacional depende da concretização da venda da companhia até dezembro, bem como da alienação da área de handling.
Para além da situação da empresa pública, Francisco César alargou as críticas à gestão financeira do Governo Regional, sublinhando que a má administração tem impacto direto na vida das famílias açorianas. “Os atrasos na execução de obras, a dependência excessiva dos fundos comunitários e a falta de respostas às necessidades locais fragilizam os concelhos e freguesias”, afirmou.
No final da sua intervenção, o líder do PS Açores destacou a candidatura de Marco Silva à autarquia do Corvo, elogiando a sua ligação à comunidade e a forma como encara o desafio. “Marco Silva quer ser o presidente de todos os corvinos, e esse é o compromisso que faz a diferença”, concluiu.




