Autor: PM | Foto: BE
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O Bloco de Esquerda apresentou este sábado a sua candidatura à Câmara Municipal de Vila do Porto, defendendo que os marienses devem ter um papel mais direto nas decisões autárquicas e assumindo a ambição de ser a força que pode quebrar o ciclo de alternância entre PS e PSD no concelho.

O candidato Pedro Amaral sublinhou que o projeto do Bloco procura “pensar Vila do Porto a longo prazo”, diferenciando-se, segundo afirmou, de programas eleitorais do PS e do PSD, que classificou como “superficiais e sem visão estratégica”. Entre as propostas em destaque, encontra-se a criação de conselhos municipais setoriais, com a participação de cidadãos e entidades locais, que terão como objetivo definir metas e prioridades de desenvolvimento.

“Dar voz às pessoas não é apenas falar com elas, é permitir que decidam”, afirmou Pedro Amaral, explicando que a autarquia deverá depois assegurar os meios para concretizar os objetivos definidos pela comunidade.

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O candidato defendeu ainda a implementação de uma taxa turística destinada a visitantes não residentes nos Açores, que estima poder gerar mais de 100 mil euros anuais para o município. Essa verba, sustentou, poderia financiar, entre outras medidas, uma rede de transportes públicos locais com carrinhas de nove lugares, ajudando a combater o isolamento de populações mais vulneráveis.

No campo da habitação, o Bloco propõe a construção de um novo bairro, de forma a responder à carência habitacional existente, e a criação de uma equipa multidisciplinar com atuação domiciliária, envolvendo saúde, ação social e apoio administrativo.

Durante a apresentação, António Lima, coordenador regional do Bloco de Esquerda, destacou a importância de voltar a ter representação nos órgãos municipais de Vila do Porto, lamentando que a ausência do partido nos últimos quatro anos tenha resultado na perda de debate político e propostas alternativas. “Sem o Bloco, a discussão limita-se a trocas de culpas entre PS e PSD”, afirmou, defendendo que a pluralidade política é essencial para o concelho.

Já Paulo Sanona, candidato à Assembleia Municipal, reiterou a intenção de recuperar o trabalho que o partido realizou anteriormente neste órgão, reforçando que o Bloco é a única alternativa que pode trazer uma voz diferente e mais exigente à política local.

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