O historiador da diáspora Daniel Bastos (centro), ladeado do filósofo e escritor açoriano Onésimo Teotónio Almeida (esq.), e do fotógrafo Luís Carvalhido (dir.), na sessão de apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante” no Museu da Emigração Açoriana
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A ilha de São Miguel acolheu, a 23 de setembro, a apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”, obra do historiador da diáspora Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido. O evento teve lugar no Museu da Emigração Açoriana, na Ribeira Grande, integrado nas comemorações dos 20 anos desta instituição dedicada à memória da diáspora açoriana.

O livro reúne o levantamento de monumentos de homenagem ao emigrante existentes em todos os distritos de Portugal continental e nas Regiões Autónomas, incluindo cerca de uma dezena no arquipélago dos Açores. Entre eles destaca-se a escultura “Saudades da Terra”, inaugurada em 2020 na Praça do Emigrante, na Ribeira Grande.

A sessão contou com a presença de várias personalidades ligadas à cultura e ao movimento associativo, entre as quais o vereador da Cultura da Câmara da Ribeira Grande, José António Garcia, o antigo presidente da Associação dos Emigrantes Açorianos, Rui Faria, e a atual responsável da mesma instituição, Andrea Moniz-DeSouza.

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O momento foi conduzido pelo escritor e filósofo açoriano Onésimo Teotónio Almeida, autor do prefácio da obra. O professor emérito da Universidade de Brown destacou a relevância do trabalho, considerando-o uma chamada de atenção para o papel estruturante da emigração na história contemporânea de Portugal. Sublinhou ainda o contributo de Daniel Bastos, a quem atribuiu um papel de referência no estudo da presença portuguesa no mundo.

Editada em versão bilingue (português e inglês), a obra foi realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e da Sociedade de Geografia de Lisboa. O livro constitui-se como um itinerário ilustrado que percorre mais de uma centena de monumentos, apresentando-se como testemunho material da diáspora lusa e um contributo para a compreensão do fenómeno migratório.

Na Ribeira Grande, concelho marcado pela emigração e que acolhe a sede da Associação dos Emigrantes Açorianos, a apresentação do livro assumiu-se como uma homenagem à diáspora açoriana, estimada em cerca de 1,5 milhões de pessoas, entre emigrantes e descendentes espalhados pelo mundo.

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