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O funcionário político António Fonseca é o cabeça de lista da CDU (PCP/PEV) à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, nos Açores, e assume a habitação como prioridade.

“É uma questão nacional e regional, mas Angra do Heroísmo passa por uma fase muito complicada ao nível da habitação, que requer que se tomem medidas muito sérias e concretas para que se resolva o problema”, afirmou o candidato da CDU, em declarações à Lusa.

Funcionário político, de 63 anos, António Fonseca já tinha concorrido ao município de Angra do Heroísmo e, em 2021, foi o primeiro candidato à Câmara Municipal da Praia da Vitória, também na ilha Terceira.

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Volta agora liderar a lista, porque “a CDU, pela responsabilidade que tem em termos políticos e até ao nível autárquico, não podia deixar de se candidatar a esta importante câmara”.

“Candidatamo-nos para darmos o nosso melhor, para expormos as nossas propostas e para dizermos que estamos cá e que estamos sempre no sentido de colaborar para melhorar o nível de vida das populações, que é extremamente delicado nesta fase”, apontou.

Para colmatar a falta de habitação, António Fonseca defendeu que é preciso construir “habitações a preços controlados e que estejam acessíveis às famílias, aos casais jovens e a todos aqueles que não têm o problema da habitação resolvido”.

“Percebemos que não compete exclusivamente à câmara resolver o problema, mas sendo um dos concelhos que mais dificuldades sente neste setor, tem de exercer toda a sua influência sobre o poder político, nomeadamente do Governo Regional e do Governo da República, de modo a que se possa dar uma resposta”, salientou.

O candidato da CDU considera também que deve ser criado um fundo regional, com verbas inscritas no Orçamento dos Açores, a que os municípios possam recorrer.

“A câmara municipal pode apresentar projetos concretos que devem ser financiados pelo Governo Regional e pelo Governo da República, para resolver este problema quer ao nível da cidade de Angra do Heroísmo, quer ao nível das freguesias”, acrescentou.

Outras das áreas que necessitam de intervenção, segundo a candidatura da CDU, são os transportes terrestres e o trânsito dentro da cidade.

“O plano de transportes públicos para a cidade e para o concelho não tem correspondido ao que é exigido. As pessoas têm de ter uma alternativa razoável para virem para a cidade. Não podem ficar à espera de transportes públicos sem saberem quando vêm. Tudo isso tem de ser corrigido”, argumentou António Fonseca.

Para reduzir o trânsito no centro histórico de Angra do Heroísmo, o candidato alegou que “algumas ruas provavelmente terão de ser encerradas à circulação” e que é preciso “rever a questão dos parques de estacionamento e a ligação entre os parques de estacionamento e a cidade”.

Ainda em matéria de transportes, António Fonseca defendeu que se deve “potenciar de outra forma” o Porto das Pipas, “com ligações mais regulares e mais frequentes” às restantes ilhas do grupo Central.

“Traria mais dinâmica à economia do concelho e seria uma medida extremamente importante”, frisou.

A CDU foi a força política com menos votos há quatro anos em Angra do Heroísmo, mas António Fonseca espera “um crescimento” nas eleições de 12 de outubro e “pelo menos eleger deputados”.

Desde 1997 que a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo é gerida por autarcas do PS, partido que venceu as eleições em 2021, com 54,96% dos votos, conquistando quatro mandatos.

A coligação PSD/CDS-PP/PPM ficou em segundo lugar, com 39,26% dos votos, elegendo três vereadores.

O BE ficou em terceiro (2,74%), o Chega em quarto (1,88%) e a CDU em quinto (1,15%).

Às eleições autárquicas de 12 de outubro já anunciaram candidaturas a atual vereadora Fátima Amorim (PS), Luísa Barcelos (PSD/CDS-PP), Gustavo Couto (IL), José Bernardo (Chega) e Joana Bettencourt (BE).

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