Sete candidaturas, entre partidos, coligações e movimentos, apresentam-se na corrida à presidência da Câmara de Ponta Delgada, a maior autarquia dos Açores, para as eleições de 12 de outubro, um número igual aos anteriores sufrágios.
O atual presidente, Pedro Nascimento Cabral (PSD), recandidata-se a um segundo mandato para continuar o “trabalho de proximidade” com “seriedade, rigor” e “soluções concretas”, sem “prometer o impossível”.
O advogado de profissão e antigo líder da bancada do PSD na Assembleia Regional, foi eleito em 2021 com 48,76% dos votos para a presidência do município que foi quase sempre governado pelo PSD (com exceção do mandato 1989-1993).
O PS, que começou por se apresentar sozinho, formou a coligação “Unidos por Ponta Delgada” com BE, PAN e Livre – uma aliança que não é frequente na região – encabeçada pela advogada Isabel Rodrigues, que foi deputada socialista na República e secretária de Estado da Igualdade e Migrações (2022-24).
Isabel Rodrigues já manifestou vontade de dar um “novo rumo” ao concelho, assumindo a intenção de realizar um “verdadeiro combate às desigualdades e uma forte aposta na inovação social”.
O líder do Chega/Açores, José Pacheco, candidata-se à presidência da autarquia de Ponta Delgada com o “intuito de ganhar” e para ser a “voz das pessoas”.
Deputado regional desde 2020 e designer gráfico de profissão, Pacheco apresentou como prioridades o “combate à subsidiodependência” e a implementação de medidas para fazer face à crise da habitação.
A IL, que foi quarta força política em 2021 (com 2,71%, atrás de PSD, PS e BE e à frente de PAN, Chega e CDU) aposta na atual deputada municipal Alexandra Cunha, que já se comprometeu a “governar com responsabilidade, transparência e resultados”.
A engenheira agroindustrial também defendeu a necessidade de existir um “planeamento estratégico” para o desenvolvimento do município açoriano.
Já a CDU, concorre com o escritor Henrique Levy, autor de livros de romance e poesia, antigo professor universitário e fundador da editora N9na-Poesia.
O candidato da coligação PCP-PEV, que apresenta como lema “Cuidar para humanizar, Trabalhar para transformar”, defende que a cidade “precisa de justiça social, coesão territorial e dignidade”.
Uma das novidades do ato eleitoral é a candidatura do Movimento Cívico Independente “Ponta Delgada Para Todos”, encabeçado pela professora e consultora Sónia Nicolau, que foi deputada regional do PS e membro da Assembleia Municipal de Ponta Delgada (2009 a 2013 e de 2017 a 2021).
Sónia Nicolau prometeu trabalhar para uma “cidade de pessoas, território de mar e lagoas, solidária, inovadora, sustentável e aberta ao mundo” e para “transformar o concelho num exemplo de progresso, sustentabilidade e inclusão”.
O ADN concorre com o empresário Rui Matos, que defende “melhor facilidade de estacionamento” no centro da cidade, considerando que, nos últimos quatro anos, “não se fez nada” para melhorar Ponta Delgada, que tem vivido “tempos muito negros”.
No atual executivo camarário, o PSD tem cinco elementos contra quatro do PS.
Na Assembleia Municipal (51 membros), onde existem seis grupos e representações municipais (PSD, PS, IL, BE e os independentes Santa Clara Vida Nova e Sempre Candelária), os sociais-democratas têm 25 mandatos.
Ponta Delgada tem 24 freguesias distribuídas por 231,9 quilómetros quadrados e cerca de 69 mil habitantes, 29% da população açoriana.




