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O município de Ponta Delgada é um bastião do PSD, já que os sociais-democratas somam 45 anos de poder na maior autarquia dos Açores, que governam há 32 anos consecutivos.

 Desde a implementação da democracia, o PSD presidiu quase sempre à Câmara Municipal de Ponta Delgada, com exceção do mandato 1989-1993, em que os socialistas, em coligação com o CDS-PP, tiraram a autarquia aos sociais-democratas.

Mesmo no período em que o PS liderou o Governo Regional (de 1996 a 2020), Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, manteve-se como reduto ‘laranja’, tendo vários presidentes do município conquistado a liderança do PSD/Açores, como Manuel Arruda (que governou a cidade de 1993 a 2001), Berta Cabral (2002-2012) e José Manuel Bolieiro (2012-2020, que é presidente do executivo açoriano desde 2020).

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No atual executivo camarário, o PSD (que venceu as eleições de 2021 com 48,76%) tem cinco elementos contra quatro do PS (que obteve 37,33%).

Na Assembleia Municipal (51 membros), onde existem seis grupos e representações municipais (PSD, PS, IL, BE e os independentes Santa Clara Vida Nova e Sempre Candelária), os sociais-democratas têm 25 mandatos.

São sete os candidatos à Câmara de Ponta Delgada nas eleições de 12 de outubro: o social-democrata Nascimento Cabral (que se recandidata a um segundo mandato), Isabel Rodrigues (coligação PS, BE, PAN e Livre), Alexandra Cunha (IL), José Pacheco (Chega), Henrique Levy (CDU), Sónia Nicolau (“Movimento Ponta Delgada Para Todos”) e Rui Matos (ADN).

O atual mandato ficou marcado pelo confronto entre o presidente da Câmara e a então líder da Assembleia Municipal, Maria José Duarte, que antecedeu Nascimento Cabral na presidência da autarquia.

Os sociais-democratas envolveram-se em acusações devido à obra do Mercado da Graça, que continua encerrado (estando os comerciantes a laborar num parque de estacionamento), o que motivou a renúncia de Maria José Duarte da presidência da Assembleia Municipal em setembro de 2022.

Em causa esteve a requalificação da cobertura do Mercado da Graça, consignada e iniciada em setembro de 2021 (com conclusão prevista para agosto de 2022), mas que foi suspensa em 30 de julho de 2022 devido à “inexistência de projeto contra incêndios”.

Ponta Delgada tem 24 freguesias distribuídas por 231,9 quilómetros quadrados e cerca de 69 mil habitantes, 29% da população açoriana, sendo 35.698 mulheres e 33.340 homens, segundo dados da Pordata.

Cerca de 69,3% da população da maior cidade dos Açores está entre os 15 e os 64 anos, 16,7% tem mais de 65 anos e 14% tem idade inferior aos 15 anos.

O concelho registou uma variação populacional positiva entre 2021 e 2024 porque o saldo migratório (mais 1.293 pessoas) foi superior ao saldo natural (menos 99).

O valor mediano de avaliação bancária das casas para habitação em Ponta Delgada (preço por metro quadrado) aumentou 44% nos últimos quatro anos.

Com uma densidade populacional de 296 habitantes por quilómetro quadrado e um ganho médio mensal de 1.432 euros (inferior à média nacional de 1.460,80 euros), Ponta Delgada tem no turismo e na agricultura dois setores fundamentais para a economia.

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