Não resisti ao título por a atual situação da Europa, no que concerne ao encadeado dos poderes executivos, abusadores dos fundos públicos, da Comissão Europeia e da França enquanto Estado-Membro, suscitar a cada parte o que lhe compete numa interpretação conjunta sobre o futuro político em que tanto ‘apostaram’. Blindadas, obviamente, as genialidades de Freddie Mercury e de Montserrat Caballé, mas uma espécie de role-playing que a maioria dos líderes devia adotar como método na sua preparação política e, recomendável também, aos cidadãos de ensaio ao escrutínio da ação política. Para o melodrama outra hipótese seria, O Fantasma da Ópera. Porém, Giorgia Meloni, já mostrou o suficiente sobre negociação; tão “flexível” quanto Trump, todavia de maior argúcia quanto prova o seu apoio ao acordo UE-Mercosul, para ultrapassar os dois principais protagonistas do teatro lírico europeu, pois agora o fantasma é outro!
No pós-cimeira do Ártico, enquanto pelas fotografias, sobre a Organização de Cooperação de Xangai (SCO), fazem a leitura das aparências, à laia de arúspices, e nalguma imprensa a aplicação de metáforas toponímicas, e.g., “Adolf Putin” e “Donald Chamberlain” numa combinação janicéfala na sequência do ciclo aberto pela discricionariedade dêbaclé do presidente da República de Portugal, alguns especialistas olímpicos sobre telegénicos e sobre fotogénicos, persistem tardios em matéria de runners-up no capítulo das grandes potências. Ainda no plano sínico com 500 anos de relações entre Portugal e a China, Macau, um close-up de “um país dois sistemas”, onde o cumprimento de valores e modos de vida foram respeitados. Com este exemplo, Portugal desperdiça conhecimento por um lado e subsequentemente, por outro alinha pela ordem alargada do erro perpétuo, fardo atroz, de deseducação e negligência da memória histórica, anímico no sentido antropológico, de conversão do povo a posições absolutamente de revisionismo, a que chamarei por economias várias, constrangimentos ocidentais, nesta penada condensados por letra e música.
De recordar que entre o alinhamento à Grã-Bretanha e as neutralidades do pós-Marquês de Pombal precedentes do reconhecimento em 1783, da independência dos Estados Unidos da América, nunca houve a mais [leve injúria cometida ou mesmo tentada] pelos americanos contra Portugal. Antes pelo contrário; passando pelo xadrez durante a II Guerra Mundial, também, com a neutralidade de Salazar na venda de volfrâmio à Alemanha, há ainda a registar, proveniente daquela potência cuja hegemonia dispensa a condição de democracia ao outro, para se tornar aliado, duas dimensões: a da aliança bilateral, não fora os Açores a pepita de ouro das RI de Portugal pela função central no sistema de segurança do Atlântico Norte e, a de dimensão multilateral que integra Portugal como membro fundador da NATO.
É essencial compreender o então acesso à Europa por parte dos EUA versus da centralidade ‘relativa’ ao óbice agravado pela linguagem descuidada de hoje.




