Autor: PM | Fotos: Arquipêlago
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O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas dos Açores será palco, no próximo 13 de setembro de 2025, às 16h00, da abertura da exposição “Lourdes Castro: Existe Luz na Sombra”, a primeira de um ciclo dedicado à artista madeirense que irá percorrer várias cidades portuguesas.

Com curadoria de Márcia de Sousa, a mostra tem origem na exposição realizada no MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira entre 2022 e 2023, intitulada “Como uma ilha sobre o mar: Lourdes Castro”. Este projeto de itinerância pretende preservar e divulgar o legado de uma das mais marcantes figuras da arte contemporânea portuguesa, apresentando documentos, obras e objetos pessoais inéditos ou raramente expostos ao público.

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Sem o objetivo de se afirmar como uma retrospetiva, esta exposição assume-se antes como uma homenagem póstuma, resultante da colaboração da família da artista com diversas instituições nacionais, que disponibilizaram peças fundamentais para compor uma leitura transversal do seu percurso. Entre as entidades participantes encontram-se a Fundação de Serralves, o Museu Nacional de Arte Contemporânea, o Museu Nacional do Azulejo, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Coleção Culturgest, o MAC-CCB, a Fundação Berardo, a Galeria 111, entre muitas outras.

Natural da Madeira, onde nasceu em 1930, Lourdes Castro formou-se na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tendo abandonado o curso em 1956. Um ano depois, partiu para a Alemanha e, mais tarde, fixou-se em Paris, onde fundou, juntamente com René Bertholo e outros artistas, o grupo KWY. O seu trabalho destacou-se pela originalidade, evoluindo da abstração para um percurso interdisciplinar, com forte enfoque nas sombras, tema que marcou profundamente a sua obra desde a década de 1960.

A artista está representada em importantes coleções nacionais e internacionais, incluindo o Victoria and Albert Museum (Londres), o Museu de Arte Moderna de Havana, o Museu Nacional de Varsóvia, o Nouveau Musée National de Monaco, entre outros.

Ao longo da sua carreira recebeu várias distinções, como o Grande Prémio EDP (2000), o Prémio CELPA/Vieira da Silva (2004), a Medalha de Mérito Cultural (2021) e foi agraciada como Comendadora da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, pelo Presidente da República. Lourdes Castro faleceu a 8 de janeiro de 2022, aos 91 anos, deixando um legado artístico incontornável.

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