Os Açores registaram mais de 638 mil dormidas em alojamentos turísticos no mês de julho, uma subida de 2,5% face ao período homólogo, segundo dados revelados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).

“Em julho, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 638,5 mil dormidas, valor superior em 2,5% ao registado no mês homólogo.”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA, divulgado hoje.

Segundo o SREA, o crescimento ficou abaixo do registado a nível nacional (3,5%).

No período acumulado de janeiro a julho, os Açores atingiram 2,6 milhões de dormidas em alojamentos turísticos, o que representou um crescimento de 6,1% face ao período homólogo.

Em julho, a região contabilizou 179,5 mil hóspedes (mais 2%), com uma estada média de 3,56 noites, que aumentou 0,5% em termos homólogos.

O peso dos residentes no estrangeiro nas dormidas em alojamentos turísticos nos Açores tem vindo a aumentar ao longo dos últimos meses.

Em julho, os turistas estrangeiros representaram 524 mil dormidas (mais 4,5% do que no período homólogo), o que correspondeu a 82,1% do total de dormidas nesse mês.

Já o mercado nacional verificou uma quebra homóloga de dormidas, pelo quarto mês consecutivo, totalizando 114,6 mil dormidas (17,9% do total), menos 6% do que em julho de 2024.

Entre os mercados externos, os Estados Unidos da América foram o maior mercado emissor, com 77,1 mil dormidas (14,7% das dormidas de residentes no estrangeiro), mais 1,6% do que no período homólogo.

Em segundo lugar, surge a Espanha, com 75,8 mil dormidas (14,5%), apresentando um acréscimo de 1,1%, e em terceiro a Alemanha, com 70,3 mil dormidas (13,4%) e uma subida de 8,3%.

Polónia (61,3%), Israel (57,9%) e Hungria (37,8%) foram os mercados com maior crescimento homólogo, enquanto Eslovénia (-31,9%), Países Baixos (-10,5%), Canadá (-9,4%) e Reino Unido (-9,3%) apresentaram as maiores descidas.

Com 310,5 mil dormidas, o alojamento local concentrou 48,6% da totalidade de dormidas turísticas nos Açores, em julho, superando a hotelaria, que registou 293,1 mil dormidas (45,9%).

O turismo no espaço rural, que apresentou 34,9 mil dormidas (5,5%), foi a tipologia que mais cresceu face ao período homólogo (9,7%).

O alojamento local também registou uma subida, em comparação com julho de 2024 (4,6%), mas a hotelaria apresentou uma quebra de 0,5%.

Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 94,5% das dormidas, a maioria das ilhas apresentou uma subida no número de dormidas, face ao período homólogo, com exceção de Santa Maria e Terceira, que registaram quebras de 5,2 e 1,8%, respetivamente.

A ilha das Flores foi a que verificou um maior crescimento de dormidas (8,1%), seguindo-se Corvo (4,1%), Graciosa (3,7%), Pico (3,6%), Faial (2,6%), São Miguel (2,5%) e São Jorge (2%).

Com 399,4 mil dormidas, São Miguel, a maior ilha do arquipélago, concentrou 66,2% do total de dormidas em hotelaria e alojamento local, em julho, seguindo-se a Terceira, com 76,6 mil dormidas (12,7%), o Pico, com 45 mil dormidas (7,5%), e o Faial, com 37,8 mil dormidas (6,3%).

O mercado nacional teve maior peso nas dormidas da ilha Graciosa (68,8%).

Quanto aos mercados externos, nas Flores (17,0%), em São Miguel (15,2%) e no Corvo (11,9%) destacou-se o mercado espanhol, enquanto no Pico (19,7%), no Faial (15,6%) e em São Jorge (11,7%) sobressaiu o alemão.

Os Estados Unidos da América foram o principal mercado externo na Terceira (13,6%), em Santa Maria (10,2%) e na Graciosa (6,5%).

Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama atingiu 71,9% em julho (menos 1,6 pontos percentuais) e os proveitos totais subiram 11,7% para 32,7 milhões de euros.

O rendimento médio por quarto disponível foi de 137,98 euros e por quarto utilizado de 169,18 euros.

Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 53,6% (menos três pontos percentuais) e proveitos totais de 3,9 milhões euros (mais 21,7%).

Nesta tipologia, o rendimento médio por quarto disponível atingiu 118,76 euros e por quarto utilizado 191,52 euros.

No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 50,8% (menos 0,2 pontos percentuais).

Segundo o relatório, 10,9% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em julho.

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