Em Gaza, o pesadelo cresce todos os dias. A morte espreita a cada esquina e sobreviver é um filme de terror constante. Não é por acaso que os alvos privilegiados de Israel são Crianças, Jornalistas e Hospitais. O seu objetivo é inviabilizar o futuro da Palestina e silenciar quem reporta o horror diário.
De cada vez que os seus crimes são expostos publicamente, que bombardeiam uma escola ou hospital ou que um médico ou um jornalista é morto, o governo extremista de Israel diz sempre o mesmo: são terroristas do Hamas. Mas os números não enganam. 200 jornalistas assassinados, 3 vezes mais do que nas duas guerras mundiais. 19 mil crianças mortas, uma a cada 40 minutos, às quais se juntam as incontáveis feridas e amputações.
Ao contrário da propaganda de Israel, o seu problema não é com o Hamas. Se fosse, Israel não o teria financiado nas sombras, no início deste século, para dividir o povo Palestiniano. Se fosse, não estaria agora a financiar outros grupos extremistas com o mesmo objetivo. Se fosse, na Cisjordânia semigovernada pela Autoridade Palestiniana, Israel não estaria a expulsar à força das armas e de buldózeres as famílias Palestinianas das suas casas, a roubar mais terras, a instalar novos colonatos.
O problema de Israel é que os Palestinianos insistem em não sair do território em que sempre viveram. O problema de Israel é que quer roubar o pouco que resta do território em que vivem os Palestinianos. Já o nosso problema são as décadas de apoio ativo dos governos europeus, Portugal incluído. As armas que assassinam Crianças Palestinianas são enviadas da União Europeia, dos EUA e da NATO, para impor os seus interesses económicos e geopolíticos, contra o futuro da Humanidade. A cooperação económica com Israel é mais uma peça deste puzzle macabro.
Hoje, mais do que nunca, é urgente construir o estado da Palestina Livre e Independente. Urge interromper o terrorismo de Estado de Israel e o apoio ativo do mundo ocidental. É a Humanidade que está em causa! Fica a pergunta: se fossem as nossas crianças, irmãos, pais, avós, amigos a morrer, o que faríamos nós?




