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No país, extremo Oeste desde o Leste, no segmento do paralelo europeu em ‘risco’ de pobreza, i.e., no espaço das políticas comuns com reengenharia dos recursos em prol de esforços de guerra, direi, just in case, Portugal, wonderfull world, onde no corrente ano, findo o mês de agosto, já nasceram 50 bebés na berma da estrada a caminho da maternidade. O que é não “chocante e intolerável” para o chefe do governo português. Inquietação é alinhar nas narrativas esvaziadas de substância, no Estado-nação, em benefício do modelo das máquinas de vaporização do Estado-membro, supranacional e internacional que decretam valores subordinantes para consequência de campos de concentração – sendo que os primeiros não foram construídos pelo nacional-socialismo, mas pelo Império Britânico no Quénia e na África do Sul  ̶  ou campos de internamento, conforme o conceito em comunicação e estratégia avulsa.

       Implicitamente a ressituar a democracia no pós-impérios assassinos. Traída pelos seus próprios pressupostos, os da consolidação da paz, os dos Direitos Humanos, inter alia, a democracia olhada do ângulo da matrioshka europeia, aquele que foi o projeto político de maior êxito da contemporaneidade, tem sido evasiva e dilatória, no contexto da União Europeia, com exemplar concreto no Acordo de Associação entre a Comunidade Europeia e os Estados-Membros e o Estado de Israel, grafado originalmente, EURO-MEDITERRANEAN AGREEMENT, como se pode ler publicado no Official Jounal of the European Communities a 21 de junho de 2000. Fundado no dever da paz e aplicação universal, não obstante, em encruzilhada, essa matrioska europeia está a elaborar a liberdade de expressão condicional, a criminalizar opiniões e a impor limites à capacidade discursiva, são sobretudo os ‘seus’ valores que atraiçoa ao invés de os implementar.

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 É relevante a desencarnação da virtude do critério “em termos objetivos”. Contagiado, Marcelo Rebelo de Sousa, desfocado o seu conceito pessoal de ativo estratégico, a julgar pela sua declaração hesitante entre o objeto soviético do passado e o objeto russo na mudança do contexto da abdicação europeia da Defesa endossada à NATO. Depois da Guerra Fria, para a Europa ficaram, apenas as missões de Petersberg, de desarmamento, missões humanitárias e de evacuação, gestão de crises, incluindo a consolidação da paz, e aconselhamento e assistência militar, estabelecido no Artigo 43.º do Tratado da União Europeia (TUE). Contudo, a negligência com a segurança foi de tal ordem que a Europa se viu na contingência de negociar os novos denominados Acordos de Berlim Plus, a fim de serem proporcionados pela NATO meios e competências para levar a cabo mesmo aquelas missões mais simples. Dissimulados estes, entre outros factos, a Europa tem-se votado à irrelevância. Com os termos objetivos da política externa a descalibrar por intermédio de um presidente da República de um Estado-Membro, periférico e infraestruturado patenteado no conteúdo e propósito que comunica, ou seja, passa incoerentemente Donald Trump, de ativo estratégico europeu para ativo estratégico russo, num momento crítico de latente irrelevância geopolítica da Europa e da emergência do nacionalismo de recursos. Essa leitura decrépita, de um tempo com significado completamente diferente, contrasta, recordemos, o ambiente presente: o Acordo Turnberry  ̶  risco de regresso aos Tratados Desiguais, “Unequal Treaties  ̶  assim como um horizonte com o G3, EUA, China e Rússia. Este cenário justifica plenamente a advertência da presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, para a mudança sob pena da UE se fragmentar. De resto a matéria da política externa não é da competência do Presidente da República, como lembrou e, muito bem, Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros.

 

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