O deputado do PS/Açores Tiago Branco alertou hoje para a possibilidade de existir uma redução da mobilidade aérea dos açorianos, na sequência da privatização da Azores Airlines e da TAP e da redução de voos da Ryanair.

“Estamos a falar da redução drástica da operação da Ryanair para os Açores, que impacta naturalmente em todas as ilhas, e também o processo de privatização de até 85% do capital social da Azores Airlines”, afirmou o deputado socialista, após uma reunião com a Associação de Turismo Sustentável do Faial, realizada na Horta, considerando que “há cenários que se colocam e que não estão a ser devidamente acautelados” pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).

Por outro lado, acrescentou, o processo de privatização da TAP, que também assegura ligações aéreas para os Açores, poderá igualmente vir a ter um impacto negativo na mobilidade dos açorianos e no desenvolvimento turístico do arquipélago.

“Além do cenário de ameaça de redução das ligações aéreas para a região, com a privatização da Azores Airlines e da TAP, ainda há a questão de, no caso das ilhas do Faial e do Pico, haver uma expectativa de reforço da oferta de voos, sobretudo nos meses de verão, e não uma redução”, advertiu Tiago Branco.

O deputado socialista considerou ainda que as propostas de Plano e Orçamento para 2024, que serão discutidas e votadas no parlamento açoriano durante a próxima semana, “não dão resposta a estas questões”, além de estarem “feridas de credibilidade”, face à “fraca execução” dos planos e orçamentos anteriores.

“Achamos que este plano e orçamento não dá a atenção devida a estas questões, além de estar ferido na sua credibilidade. O Governo vem dizendo, ano após ano, que vai fazer o que não fez no ano anterior, e isso é transversal a todas as áreas governativas”, apontou.

Por isso, salientou, é natural que os empresários do setor turístico dos Açores estejam preocupados depois dos investimentos que realizaram e das perspetivas de investimento que tinham, tendo em conta o novo quadro comunitário de apoio (PO2030).

“Em vez deste Plano e Orçamento responderem com confiança no futuro, com planeamento e calendário de intervenções, este governo mostra-se inoperante e de braços caídos”, lamentou o deputado socialista.

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