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Portugal registou entre 02 e 08 de agosto 19.643 infeções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 62 mortes associadas à covid-19, e manteve a diminuição dos internamentos, indicou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o relatório epidemiológico semanal da DGS, publicado todas as sextas-feiras, houve no período em análise menos 1.615 infeções e menos seis mortes face à semana precedente.

O boletim indica também que, na última segunda-feira, estavam internadas 568 pessoas, menos 111 do que no mesmo dia da semana anterior, com 43 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos cinco. Estes dados apenas se reportam a Portugal continental.

A DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório, circunscrevendo-os ao território continental.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 191 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma diminuição de 7% em relação à semana anterior, com o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus a subir para 0,89 (antes era 0,83).

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 7.126 casos entre 02 e 08 de agosto, menos 840 do que no período anterior, e 18 óbitos, menos três.

A região Norte contabilizou 4.696 casos (menos 282) e 12 mortes (menos três) e o Centro totalizou 3.403 infeções (menos 201) e 16 mortes, mais cinco do que no período anterior.

No Algarve foram registados 1.440 casos positivos (mais 74) e cinco óbitos (menos cinco do que na semana anterior) e no Alentejo verificaram-se 1.056 infeções pelo SARS-CoV-2 (menos 212) e seis mortes (igual número em relação ao balanço anterior).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 1.114 novas infeções entre 02 e 08 de agosto, (menos 92) e uma morte (mesmo número da semana precedente), enquanto a Madeira registou 808 casos (menos 62) e quatro óbitos (o mesmo valor em relação à semana passada), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (3.111), seguindo-se a das pessoas entre os 50 e os 59 anos (3.018), enquanto as crianças até aos 9 anos foram o grupo com menos infeções (795) na semana em análise.

Dos internamentos totais, 214 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (148) e a dos 60 aos 69 anos (75).

A DGS contabilizou ainda nove internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, seis nos 10 aos 19 anos, sete nos 20 aos 29 anos, 14 nos 30 aos 39 anos, 25 nos 40 aos 49 anos e 42 nos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 43 idosos com mais de 80 anos, 11 pessoas entre os 70 e os 79 anos, cinco entre os 60 e 69 anos, duas entre os 50 e os 59 anos, e uma entre os 20 e os 29 anos.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, o relatório contabiliza 93% da população com a vacinação completa, 66% dos elegíveis com a primeira dose de reforço e 62% dos idosos com 80 ou mais anos com a segunda dose para reforçar a imunização contra o SARS-CoV-2.

A covid-19 é uma doença respiratória pandémica causada pelo coronavírus SARS-CoV-2.

Incidência mantém-se elevada mas com tendência para baixar – relatório

A covid-19 em Portugal mantém uma incidência elevada, embora com tendência decrescente, e o número de internamentos e mortalidade associada à doença tende igualmente a diminuir, refere hoje o relatório semanal de monitorização da situação epidemiológica.

O relatório, elaborado por técnicos da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), destaca que deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica devido à covid-19, recomendando “a manutenção das medidas de proteção individual, a vacinação de reforço e a comunicação frequente destas medidas à população”.

Segundo o documento, que data de quarta-feira e é divulgado semanalmente todas as sextas, a incidência apresentou uma tendência decrescente a nível nacional, à exceção da Região Autónoma dos Açores, que apresentou uma tendência crescente.

O número de novos casos por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos sete dias, foi de 191 casos.

A linhagem BA.5 da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 (que causa a covid-19) continua a ser “claramente dominante” em Portugal, sendo responsável por 97% das infeções na semana entre 25 de julho e 31 de julho.

“Esta linhagem tem revelado uma maior capacidade de transmissão, a qual é potencialmente mediada por mutações adicionais com impacto na entrada do vírus nas células humanas e/ou pela sua capacidade de evasão à resposta imunitária”, pode ler-se.

O índice de transmissibilidade (Rt) continua inferior a 1 em todo o país – com exceção da Região Autónoma dos Açores – indicando uma tendência de diminuição de novas infeções.

A mortalidade específica por covid-19 situa-se nos 12,6 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes, com uma tendência decrescente.

“A mortalidade por todas as causas encontra-se acima do limite superior do valor esperado para a época do ano”, aponta o relatório.

O número de internamentos hospitalares em unidades de cuidados intensivos (UCI) no território continental apresentou uma tendência decrescente, “correspondendo a 16,9% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas”.

O rácio entre o número de pessoas internadas e infetadas foi de 0,22, indicando “uma menor gravidade da infeção, à semelhança do observado desde o início de 2022″.

Em 08 de agosto, registavam-se 43 doentes internados em UCI, sendo o grupo etário dos 60 aos 79 anos, com o maior número de casos (24).

A percentagem de testes positivos para o SARS-CoV-2 observada entre 02 de agosto e 08 de agosto foi de 20,7%, com tendência decrescente, tal como o número de testes realizados face ao período anterior, tendo sido feitos menos 11.054 testes.

Entre 03 de março de 2020 e 08 de agosto de 2022, Portugal totalizou 5.367.273 casos de infeção, dos quais 348.547 são suspeitos de ser reinfeções, ou seja, 6,5% dos casos.

A covid-19 é uma doença respiratória que se tornou numa pandemia em 11 de março de 2020, depois de o SARS-CoV-2, detetado em finais de 2019 na China, se ter disseminado rapidamente pelo mundo.

Em Portugal, os dois primeiros casos foram confirmados em 02 de março de 2020.

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