Vogais do PS na Assembleia Municipal da Ribeira Grande preocupados com crescente endividamento da Câmara

Atualizada em 16-12-17 às 12h14

Os vogais do PS na Assembleia Municipal da Ribeira Grande revelaram, ontem, na reunião ordinária do órgão, a sua preocupação com o crescente endividamento da autarquia.

A propósito da solicitação do executivo camarário de se aprovar a contração de mais um empréstimo bancário, por 20 anos, no valor de cerca de 2,5M€, os eleitos pelo Partido Socialista votaram contra este propósito, uma vez que tal empurra o município para um caminho de endividamento fácil e irresponsável.

Segundo a declaração de voto apresentada pela oposição, a pretensão do executivo camarário do PSD é para investimento previsto para 2019, na sua maioria (€1.395.502,00), pelo que o Partido Socialista reforçou não aceitar nem perceber, logo em primeiro lugar, a necessidade de se contrair um empréstimo já em 2018 e acarretar com os respetivos juros durante 12 meses para um suposto investimento em 2019; e, em segundo lugar, alertou para a leitura óbvia deste procedimento: a Câmara Municipal da Ribeira Grande aparentemente não tem verbas para fazer face às suas despesas.

Os vogais do Partido Socialista relembraram, ainda, a contração de empréstimos, nos últimos 2 anos, num valor de quase três milhões de euros, a que se somam agora mais 2.468.415,00€, remetendo a saúde financeira do município para um plano precário e que terá consequências muito negativas na procura da melhoria das condições de vida dos ribeira-grandenses.

A dívida da Câmara da Ribeira Grande em empréstimos volta a ascender a mais de 11 milhões de euros sem que se vislumbre hoje – tal como nos últimos quatro anos – resultados práticos e visíveis de todo este dinheiro gasto.

Partido Socialista é contra o desenvolvimento do concelho

A Comissão Política Concelhia do PSD Ribeira Grande denuncia que os membros eleitos pelo Partido Socialista na Assembleia Municipal daquele concelho são contra o desenvolvimento da Ribeira Grande.
Essa visão ficou bem patente na última sessão da Assembleia Municipal, que decorreu a 14 de dezembro, na qual os elementos do Partido Socialista votaram contra a contração de um empréstimo bancário pela Câmara Municipal para fazer face a obras estruturantes para o mandato 2017-2021.
O montante proposto, no valor de 2,5 milhões de euros, visa a realização de empreitadas estruturantes para o desenvolvimento da cidade e do concelho, como a construção de uma conduta de águas residuais desde a frente da cidade até à ETAR que está em funcionamento na zona de Santana, a estabilização de taludes e requalificação do acesso Maia/Lombinha da Maia, a requalificação do mercado municipal e da construção da praça do emigrante.
Para o PSD Ribeira Grande a estratégia proposta pelo executivo camarário vai ao encontro do desenvolvimento esperado para o concelho, visto que com a contração deste empréstimo é possível executar-se as respetivas empreitadas, sendo que todas serão submetidas a fundos comunitários.
Por outro lado, o facto do município ter capacidade de endividamento revela a boa saúde financeira que atualmente se encontra a autarquia. Isso mesmo comprova-se através da ficha do munícipio, dados obtidos através da Direção Geral das Autarquias Locais, em que revela que a Ribeira Grande tem como limite da dívida total 24 milhões de euros e atualmente apresenta 11 milhões de euros de passivo a médio/longo prazo.
A boa gestão tem sido também patente ao longo do mandato 2013-2017, liderado por Alexandre Gaudêncio, que permitiu reduzir o passivo consolidado da autarquia em cerca de 65%, tendo passado de 29 milhões de euros para 11 milhões de euros.
Algumas obras propostas para a contração do empréstimo bancário têm prazo de execução em mais de 1 ano civil, devido à sua complexidade, tendo ficado salvaguardado um período de carência de 2 anos após a contração do empréstimo.
Para o PSD Ribeira Grande fica novamente bem patente que o Partido Socialista não quer o desenvolvimento da sua terra ficando refém do seu desnorte quanto àquilo que é o melhor para a nossa terra.