Santana Lopes lança hoje as bases do seu programa “Um Portugal em Ideias”

O candidato à liderança do PSD Pedro Santana Lopes inicia hoje a apresentação da proposta do seu programa “Um Portugal em Ideias”, que estará aberta a contributos de militantes e sociedade civil.

A iniciativa, que decorrerá hoje à tarde em Lisboa, é designada por “sessão de abertura da Convenção Nacional”, e contará com intervenções do candidato, do presidente da Comissão Nacional, Rui Machete, do coordenador do programa, Telmo Faria, e do seu mandatário nacional, Almeida Henriques, entre outros.

A proposta “Um Portugal em Ideias” será divulgada no ‘site’ da candidatura (www.pedrosantanalopes.pt) e, no inicio de janeiro, realizar-se-á uma Convenção Nacional, na qual será feita uma “discussão mais aprofundada” com o objetivo de criar a base para o futuro programa do partido às eleições legislativas de 2019, caso Santana Lopes seja o próximo presidente do PSD.

A sessão de hoje, dirigida sobretudo à imprensa, abrirá com uma intervenção de Santana Lopes, seguindo-se as de Rui Machete, que apresentará toda a Comissão Nacional, e Telmo Faria, que fará uma apresentação geral da proposta de programa “Um Portugal em Ideias”.

Outros seis oradores falarão sobre áreas temáticas do programa: Almeida Henriques sobre “Crescimento Económico e Competitividade”, Tânia Vinagre, investigadora na Fundação Champalimaud, sobre “Inovação, Conhecimento e Ciência”, e a vice-presidente do PSD Teresa Morais sobre “Desafios das Políticas Sociais”.

O vice-presidente da bancada do PSD Miguel Santos será o orador na área da “Saúde Universal e Sustentável”, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão Paulo Cunha falará sobre “Governo e Território: Coesão e Desequilíbrios” e o colunista e doutorado em Relações Internacionais e Ciência Política João Marques de Almeida sobre “Sistema Político, Estado, Descentralização e Participação”.

A sessão decorrerá numa mesa oval, na qual estarão, além dos oradores, os jornalistas, que poderão questionar no final o candidato Pedro Santana Lopes.

Os candidatos à liderança do PSD têm de entregar ao presidente da Mesa do Congresso, Fernando Ruas, as moções de estratégia global até 02 de janeiro, em conjunto com a candidatura a presidente da Comissão Política Nacional do PSD.

O PSD escolherá o seu próximo presidente em 13 de janeiro em eleições diretas, com Congresso em Lisboa entre 16 e 18 de fevereiro. Até agora, anunciaram-se como candidatos à liderança do PSD o antigo presidente da Câmara do Porto Rui Rio e o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes.

Santana diz que partido não será muleta de ninguém e rejeita bloco central

Pedro Santana Lopes afirmou no sábado, em Braga, que, se ganhar as eleições para a liderança do PSD, o partido não será “muleta de ninguém” e não estará disponível para um governo de bloco central.

“Não queremos ser segundos de ninguém nem muletas de ninguém. Comigo na liderança, o PPD/PSD só volta ao poder depois de ganhar eleições legislativas em 2019”, referiu num encontro que juntou cerca de uma centena de militantes.

Para Santana Lopes, os militantes têm de pensar bem no que cada um dos candidatos “representa e pode representar para a vida do partido, nomeadamente quanto a estas coligações com o bloco central”.

“Eu não tomo como fruto do acaso as declarações do mandatário nacional do doutor Rui Rio. E muito menos tomo como fruto do acaso a tentativa de explicar essas declarações que surgiu no dia seguinte. Se o meu mandatário nacional fizesse afirmações como essas, no dia seguinte já não era mandatário nacional, ponto. Porque nenhum militante pode dizer que se o seu candidato não ganhar, ou seja por que razão for, que admite votar no doutor António Costa em eleições legislativas”, criticou Santana.

Enfatizou que, com ele na liderança do PSD, não haverá bloco central e alertou para os perigos desta solução governativa.

“Um bloco central num sistema de quatro ou cinco partidos, um governo dos dois principais partidos, leva a uma conclusão muito óbvia: ao crescimento dos extremos do sistema partidário”, referiu, apontando o exemplo recente da Alemanha.

Santana diz que quer construir “uma alternativa para ganhar à frente esquerda” e que está “fora de questão” o PSD ser “parceiro de romance” com o PS.

“[O PSD não vai] ficar à espera que o doutor António Costa se desentenda com os partidos à sua esquerda e venha mudar de parceiro de romance e nos venha pedir a nós para nos comprometermos com ele. Fora de questão. Nós somos alternativa programaticamente e politicamente”, vincou.

Sublinhou que o PSD não vai sacrificar o interesse de Portugal a “nenhuma coligação conjuntural”.

Admitiu que, ganhe quem ganhar as eleições de 13 de janeiro, o PSD “ficará bem servido”, mas alertou que o partido “não pode ter uma liderança que aposte na distância ou no silêncio”.

“Tem de estar próxima das pessoas”, defendeu.

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