Sónia Nicolau: “PS aprova sozinho o orçamento”

A política e o debate político é para os cidadãos. Não para um hemiciclo fechado em si mesmo e que procura numa medida um slogan para justificar uma rejeição. Se a rejeição é legítima e propagandeada, a aprovação também. Sendo que a aprovação, nunca esquecendo, é orientada para o cumprimento de manifestos eleitorais.

Planos e Orçamentos Regionais em tempos de crise – Nesses tempos a oposição era crítica às políticas do turismo, da educação, da saúde, do transporte… falta estratégia, diziam (gritavam) alguns. Outros sentiram o reorientar de recursos disponíveis para a mitigar os efeitos da crise. Ao contrário do PSD e CDS-PP, o PS exigiu-se em não substituir a dignidade humana por uma malga de sopa, criando, por exemplo, mecanismos como o dos programas ocupacionais e o da remuneração compensatória para cobrir a perda de vencimento de 3700 funcionários públicos açorianos que auferiam entre 1500 e 2 mil euros.

Plano e Orçamento de 2018 em tempos pós crise, num novo ciclo – assenta na implementação de medidas que irão reforçar o fomento no crescimento e a inovação da economia – e não é só no turismo, mas também na agricultura, nas pescas e na indústria que a economia cresce. Este crescimento e inovação deve ser orientado para o mercado externo – e a melhoria das condições de vida dos Açorianos – sim, há ainda muito a fazer. Mas o partido que garantiu melhores condições no passado, é o partido melhor posicionado para o fazer no presente e futuro.

Plano e Orçamento de 2018 para empresas e famílias – Para a votação favorável o PS esteve sozinho no hemiciclo partidário, mas acompanhado pelo voto dos cidadãos .

O PS aprovou sozinho o orçamento, sem a oposição, mas com os cidadãos, mesmo garantindo que os Açores são da região com os impostos mais baixos do país; o PS aprovou sozinho o orçamento, sem a oposição, mas com os cidadãos, mesmo com a menor taxa de desemprego desde 2014 – hoje são mais 13000 empregados; o PS aprovou sozinho o orçamento, sem a oposição, mas com os cidadãos, mesmo com melhores indicadores da educação e estes a se consolidarem; o PS aprovou sozinho o orçamento, sem a oposição, mas com os cidadãos, mesmo na presença de um sistema de saúde a melhorar, desde logo, na recuperação da listas de espera, no melhoramento do atendimento na urgência ou no tratamento oncológico; o PS aprovou sozinho o orçamento, sem a oposição, mas com os cidadãos, com um sistema de transporte marítimo e aéreo determinados a melhorarem o serviço prestado; o PS aprovou sozinho o orçamento, sem a oposição, mas com os cidadãos, numa região com um dos melhores índices de turismo; o PS aprovou sozinho o orçamento, sem a oposição, mas com os cidadãos, numa região com a menor taxa de desigualdade salarial face à média europeia.

Plano e Orçamento de 2018 e a oposição – O PS aprovou sozinho o orçamento, sem a oposição, mesmo tendo aprovado propostas de cada um dos partidos da oposição – o PS não tem a pretensão de ter a melhores propostas.

Um Plano e orçamento que incluísse todas as propostas dos partidos da oposição, não era um Plano e Orçamento de um Governo Socialista. E, se assim acontecesse, em 2020 estariam os partidos da oposição a apontar o dedo ao PS por faltar à verdade para com os Açorianos, ao não cumprir o manifesto.

O PS aprovou sozinho porque revê neste orçamento o cumprir da palavra com os Açorianos no equilíbrio das finanças públicas, não prometendo tudo a todos, nem criando dependências, mas, sim, comprometendo-se com a sustentabilidade da Região, dos seus recursos ambientais, infraestruturais, financeiros, económicos e humanos. Esta sustentabilidade vai muito para além de interesses sectoriais. Trata-se de um coletivo. Coletivo, de nome sociedade.

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