Livro quer registar centenário do Coliseu Micaelense para o futuro

 

Um livro a assinalar o centenário do Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, nos Açores, vai ser lançado a 28 de dezembro, pretendendo o seu autor, antigo diretor-geral do espaço, “registar para memória futura” a efeméride.

“Sentimos a obrigação de registar para memória futura este marco importantíssimo na história do Coliseu Micaelense, que é a comemoração do centenário da que é a maior casa de espetáculos dos Açores e o segundo mais antigo coliseu do país”, declarou à agência Lusa o antigo diretor-geral do coliseu José Andrade.

Com base numa investigação que resultou da pesquisa da imprensa publicada em Ponta Delgada entre 1917 e 2017 nasceu o livro “Coliseu Micaelense — 100 anos de cultura”, que o seu autor considera ser uma cronologia de eventos.

O Coliseu Micaelense foi inaugurado com a designação de Coliseu Avenida, no dia 10 de maio de 1917, em Ponta Delgada, por iniciativa de um grupo de micaelenses liderado por José Maria Raposo do Amaral.

Em 1950 foi adquirido pela Companhia de Navegação Carregadores Açorianos, dirigida por Francisco Luís Tavares, que acabara de construir o novo teatro de Ponta Delgada, passando a designar-se Coliseu Micaelense.

O edifício integrou depois a empresa “Cinaçor”, da Fundação dos Botelhos de Nossa Senhora da Vida, sendo gerido por António dos Santos Figueira durante cerca de quatro décadas.

Em 2002, a Câmara Municipal de Ponta Delgada adquiriu o Coliseu Micaelense e promoveu a sua reabertura e recuperação.

José Andrade afirmou que a publicação está dotada de duas galerias fotográficas representativas da imprensa da época que relatam os eventos que tiveram lugar no Coliseu Micaelense, bem como uma visita guiada às instalações renovadas e uma retrospetiva fotográfica dos principais momentos que marcaram a sua atual fase, desde a sua reabertura em 2005.

A publicação, editada pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, tem prefácio de José Manuel Bolieiro, presidente do município, e posfácio de Berta Cabral, que também já presidiu à autarquia.

Esta obra será vendida a um preço simbólico e o produto da receita arrecadada reverterá a favor da Casa do Gaiato de São Miguel, evocando-se, assim, o tradicional “Natal do Gaiato” que era promovido no Coliseu Micaelense.