Guia de Boas Práticas para comportamentos sustentáveis vai ser criado no setor da Saúde

O Secretário Regional da Saúde defendeu hoje, em Angra do Heroísmo, a importância da criação de um Guia de Boas Práticas para promover a redução de resíduos hospitalares e diminuir consumos nas unidades de saúde dos Açores.

“Lanço-vos o desafio de se implementar nos serviços de saúde da Região um Guia de Boas Práticas que promova a redução do consumo e dos custos com energia e água, reduza a produção de resíduos e difunda a adoção de comportamentos que fomentem economias de baixo carbono”, afirmou Rui Luís, na abertura do seminário ‘Saúde e Gestão de Resíduos Hospitalares’.

Rui Luís salientou que esta é uma medida contemplada no Programa do Governo, frisando que a gestão dos resíduos hospitalares e a sensibilização para a redução da sua produção é fulcral, quando se verifica que a acessibilidade dos Açorianos aos cuidados de saúde tem vindo a aumentar nos últimos anos.

“Há indicadores que dão conta disso mesmo. Nos últimos cinco anos, o número de consultas médicas e de enfermagem registou uma subida de 34% e, quando olhamos os dados das intervenções cirúrgicas, registamos um crescimento na ordem dos 80%”, destacou o titular da pasta da Saúde.

Por seu lado, a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, que também participou na abertura do seminário, salientou que “os Açores estão já dotados de uma rede de operadores licenciados para a recolha e tratamento de resíduos de origem hospitalar, com sistemas de tratamento distintos, permitindo, desta forma, um procedimento adequado para esta tipologia de resíduos”.

Marta Guerreiro afirmou que “existe um constante desafio nas políticas ambientais” pela sua “complexidade”, salientando que o Governo dos Açores tem tido um papel ativo, através das alterações legislativas promovidas, de que são exemplo “o Registo Obrigatório de Resíduos, o Regime Geral de Prevenção e Gestão de Resíduos e o Plano Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores (PEPGRA)”.

A titular da pasta do Ambiente destacou ainda o Plano Interno de Prevenção e Gestão de Resíduos, dirigido a estabelecimentos produtores de resíduos hospitalares, reforçando o contributo “relevante” do Executivo “na implementação deste mecanismo, através de uma campanha de informação e sensibilização, fruto da qual se verificou um crescimento significativo do número de estabelecimentos com este plano”.

“A prova disso é que, em 2014, o número de planos aprovados era muito pouco significativo, com apenas 33, o que contrasta claramente com os 104 existentes em 2017 nas áreas de cuidados de saúde e veterinária, evidenciando o crescente sucesso da sua concretização”, afirmou.

O seminário ‘Saúde e Gestão de Resíduos Hospitalares’ é a terceira iniciativa realizada no âmbito da gestão de resíduos hospitalares e insere-se num espaço de debate que a ERSARA tem promovido sobre o tema, de dois em dois anos, na sequência dos seminários realizados, em 2013, em São Miguel, e em 2015, no Faial.

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