Governo dos Açores reafirma posição sobre ampliação das pistas do Pico e Faial

O Governo dos Açores reafirmou hoje não estar prevista na atual legislatura a ampliação da pista do Pico, mas destacou estarem em curso investimentos que vão melhorar a operacionalidade na infraestrutura aeroportuária.

“A petição é pelo aumento da operacionalidade da pista do aeroporto do Pico e desdobra-se em duas vertentes, uma relacionada com a ampliação da pista e com a execução do ‘grooving’, uma empreitada que se iniciará em fevereiro”, disse a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas, em declarações aos jornalistas.

Ana Cunha falava após uma audição na reunião da Comissão de Economia da Assembleia Legislativa Regional sobre uma petição que defende o aumento das condições de operacionalidade do aeroporto do Pico.

A petição pública “Pelo aumento das condições de operacionalidade do aeroporto da ilha do Pico” solicita ao executivo açoriano o aumento da pista e que esta seja ranhurada (com aplicação do ‘grooving’) em toda a sua extensão para minorar os efeitos adversos para as aterragens provocadas pela chuva.

Ana Cunha garantiu que a empreitada de aplicação do ‘grooving’, que vai diminuir o número de cancelamentos, já foi adjudicada, iniciando-se em fevereiro com um prazo de execução de 90 dias.

Esta obra, a par da implementação de um sistema de ILS, que através de meios eletrónicos apoia a aterragem de aviões, são, no entender da secretária regional, investimentos que vão melhorar a operacionalidade da pista do Pico.

Questionada sobre os prejuízos para a SATA e para a região em virtude dos cancelamentos no aeroporto do Pico, a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas referiu não possuir estes números.

“Há cancelamentos e estes cancelamentos têm um custo, mas este custo nunca será equiparado ao custo de ampliação da pista de um aeroporto”, sustentou.

Ana Cunha foi também ouvida em sede de comissão sobre a petição a favor do aeroporto da Horta e de mais e melhores acessibilidades aéreas ao Faial e reiterou que o executivo é a favor da ampliação da pista.

“A posição do Governo dos Açores é que de facto se perdeu uma oportunidade de acautelar este investimento. Temos uma infraestrutura aeroportuária que é privada e, nessa medida, o que o Governo dos Açores tem vindo a fazer junto do Governo da República e da entidade concessionaria ANA aeroportos SA é diligenciar para ser acautelado um investimento que privilegie e aumente a operacionalidade na pista da Horta”, sublinhou após a audição, onde esteve também o presidente da SATA, Paulo Menezes.

Ana Cunha esclareceu que ainda recentemente o executivo regional se pronunciou acerca do plano estratégico da ANA e apontou o facto de a empresa não prever o aumento da pista do Faial.

António Vasco Neto Viveiros, deputado do PSD, sustentou que quer a ampliação do aeroporto da Horta, como o do Pico “são essenciais para a região” e considerou que “falta a assunção desta responsabilidade política por parte do Governo Regional”.

Graça Silveira, do CDS-PP, disse que as dimensões do aeroporto da Horta “criam muitos condicionalismos à operação dos atuais A320 e nem sequer permite a operação dos A321 que a SATA vai adquirir”.

Já José Ávila, do PS, salientou que as duas petições são reivindicações justas das populações, mas destacou o esforço que o executivo açoriano está a fazer para melhorar as condições de segurança das infraestruturas aeroportuárias.

Para António Lima, do Bloco de Esquerda, são duas reivindicações mais do que justas, tendo o deputado apontado as limitações naqueles dois aeroportos.

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