Segundo uma das resoluções, aprovadas em conselho de Governo de 20 de novembro, no caso da Lotaçor é autorizado um aval de 4,8 milhões de euros, tendo em conta que a empresa pública “está a negociar a contratação de financiamentos de modo a reduzir custos e otimizar os seus recursos”, acrescentando que o financiamento em questão não configura um aumento do endividamento líquido da empresa”.

Uma outra resolução, também publicada em Jornal Oficial, autoriza um aval de 1,8 milhões de euros à açucareira, salientando o documento que “o atual processo de reorganização financeira na Sinaga prevê a reestruturação do seu passivo”.

No final de outubro o executivo regional anunciou que iria suspender a transformação de beterraba em açúcar na Sinaga, que tem um passivo de 26 milhões de euros.

Uma fonte do Governo Regional explicou à agência Lusa que os avales à Lotaçor e Sinaga são “operações de refinanciamento, sem qualquer aumento de endividamento nem aumento dos avales concedidos”.

“Os financiamentos visam substituir outros avales já atribuídos e com condições financeiras mais vantajosas e que gera uma poupança para as empresas”, acrescentou.

Já numa outra resolução publicada em Jornal Oficial é autorizado um aval de 1,7 milhões de euros à empresa pública Portos dos Açores.

De acordo com o executivo açoriano, aquele aval “é para um novo financiamento que visa assegurar a comparticipação dos investimentos que estão a ser executados” pela Portos dos Açores, nomeadamente as obras dos portos de Ponta Delgada (São Miguel), Velas (São Jorge), Flores e Corvo.

Aquelas obras são também financiadas por fundos comunitários.