Política Agrícola Comum pós-2020 não pode significar menos verbas

O Governo dos Açores sublinhou hoje que a anunciada “flexibilização” da Política Agrícola Comum (PAC) no período pós-2020 não pode representar uma “redução de verbas” para a região autónoma e para outras regiões ultraperiféricas.

“Queremos uma PAC forte, que responda aos desafios da agricultura dos Açores no futuro. Uma PAC forte implica que não haja uma redução das verbas que neste momento estão alocadas à agricultura”, afirmou hoje o secretário regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, que se reuniu em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, com o eurodeputado açoriano do PS Ricardo Serrão Santos.

O secretário regional do executivo açoriano apelou ainda para que não seja reduzido o orçamento da PAC em detrimento de outras prioridades que emergem no seio da Comissão Europeia e da União, casos da segurança, as migrações ou ainda o ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da UE).

“Produzir nos Açores significa um acréscimo de custos significativos. A nossa situação arquipelágica, o clima e a distância dos mercados, tudo isso se traduz em sobrecustos na produção”, sublinhou ainda João Ponte.

A proposta da Comissão Europeia, apresentada no fim de novembro, em Bruxelas, prevê uma maior subsidiariedade a nível dos Estados-membros e mais flexibilidade nas opções de cada país para alcançar os objetivos traçados.

Assim, cada Estado-membro deverá estabelecer um “plano estratégico da PAC”, que abranja intervenções do primeiro e do segundo pilares, nomeadamente de apoio à produção agrícola e de desenvolvimento rural.