Costa acredita que a maioria dos portugueses está satisfeita com o Governo

O secretário-geral do PS manifestou-se hoje convicto de que a maioria dos portugueses está satisfeita com o desempenho do seu Governo e transmitiu uma mensagem considerada otimista em relação à evolução política na segunda metade da presente legislatura.

Esta posição, segundo fontes socialistas contactadas pela agência Lusa, foi assumida por António Costa na reunião da Comissão Nacional do PS, no ponto dedicado à análise da situação política do país.

Na sua intervenção, António Costa sustentou a ideia de que “o país está satisfeito com o desempenho do Governo”, justificando essa sua convicção com base nos mais recentes indicadores económicos sobre o défice, a dívida, o crescimento e a descida do desemprego.

O líder socialista referiu depois que a recente eleição do ministro das Finanças, Mário Centeno, para o lugar de presidente do Eurogrupo “traduz o reconhecimento internacional” sobre o desempenho do Governo português.

Na reunião da Comissão Nacional do PS, o dirigente socialista Daniel Adrião, que pertence ao setor minoritário deste partido, caraterizou à agência Lusa como “puramente institucional e exclusivamente focado no Governo” o discurso hoje feito por António Costa.

Daniel Adrião defendeu que o PS deverá evoluir a prazo para um modelo de organização diferente, “separando claramente as lideranças do partido e do Governo”, tal como acontece em França com a força política que suporta o Presidente, Emmanuel Macron.

“O secretário-geral do PS, como é primeiro-ministro, não consegue estar 100% focado na vida do PS – e isso explicará a razão deste partido andar sempre a reboque do Bloco de Esquerda e do PCP. Em França, Emmanuel Macron separou a chefia do Governo da liderança do seu partido e a sua força política teve depois maioria absoluta nas eleições legislativas”, argumentou.

Esta posição de Daniel Adrião, de acordo com fontes socialistas, foi depois contestada pelo membro do Secretariado Nacional do PS Porfírio Silva, que considerou estar-se perante “uma forma de colocar em causa a legitimidade democrática dos órgãos do PS”.