Para 2017, o orçamento aprovado pelo município (presidido até às eleições de outubro passado pelo PS) totalizava 6,6 milhões de euros.

“É um orçamento realista de acordo com as capacidades e também pelo facto de o município estar em plano de reequilíbrio [financeiro]”, afirmou esta terça-feira à agência Lusa o presidente da autarquia açoriana, António Miguel Soares, eleito em outubro.

O autarca assumiu que o orçamento terá como prioridade a área social, com apoios previstos para “idosos, famílias carenciadas e juventude”, bem como “obras prioritárias”.

“Pretendemos recuperar habitação degradada e transformar habitação social. É também prioritário a recuperação do nosso património edificado e natural, como os nossos jardins e miradouros, e a requalificação do centro urbano da Vila do Nordeste através do apetrechamento com infraestruturas ao serviço da nossa população, como a biblioteca municipal e o museu”, acrescentou António Miguel Soares.

O presidente da Câmara Municipal do Nordeste assumiu um projeto “a quatro anos” em que se enquadra a pretensão de concretizar “a obra da foz da ribeira do Guilherme”, estando a aguardar o agendamento de uma reunião com o presidente do Governo Regional dos Açores.

“Eu entendo que seria uma grande obra para os nordestenses e não só, de forma a que pudesse atrair mais turismo e que tivéssemos uma zona balnear condigna”, disse.

António Miguel Soares lembrou que se trata de uma obra “prometida” pelo atual presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, e pelo seu antecessor, Carlos César.

“Quero crer que o Governo Regional, pela pessoa do dr. Vasco Cordeiro, terá de olhar para esta promessa que tanto os nordestenses anseiam”, disse.

A obra, de “alguns milhões de euros” deverá, segundo o autarca, ser da responsabilidade do Governo Regional dos Açores e contará com a colaboração “dentro do possível” da câmara.

“A primeira fase será a proteção da orla marítima, para que fique enquadrado em termos de fundos comunitários e depois a seguir a remodelação da piscina, dos balneários e de toda a zona envolvente”, afirmou.

O autarca reiterou ainda a intenção de realizar “a abertura de uma via alternativa” entre a Lomba da Fazenda e a vila do Nordeste, atendendo ao plano da Proteção Civil” para que exista este acesso.

António Miguel Soares considerou que o orçamento aprovado em reunião camarária, de 5,7 milhões de euros, “está dentro” dos valores apresentados para 2017, lembrando que o orçamento para o próximo ano “não é bem o orçamento deste executivo”.

“Há várias obras que vêm do anterior executivo e que existe compromissos, nomeadamente no pagamento de alguns projetos e que por obrigatoriedade da lei nós temos de manter no orçamento. Portanto, não é o nosso orçamento a 100%”, sublinhou.

A 01 de outubro, António Miguel Soares obteve 59,5% de votos para o PSD (três mandatos), sendo que o PS obteve 37 % dos votos (dois mandatos).

O PSD conseguiu também maioria na assembleia municipal, o que garante a aprovação do orçamento neste órgão.