CDS-PP/Açores propõe comissão de inquérito ao setor público empresarial

O CDS-PP vai propor na Assembleia Legislativa dos Açores a criação de uma comissão de inquérito ao setor público empresarial, anunciou hoje o líder regional do partido, acusando o executivo açoriano de falta de transparência.

“A falta de informação democrática nos Açores é preocupante e, por isso, é necessário o parlamento socorrer-se de todos os meios ao seu alcance para conseguir deslindar esta falta de transparência e de democracia e combater esta arrogância e prepotência do Governo socialista”, adiantou, em conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, o líder regional centrista, Artur Lima.

Segundo o também líder da bancada parlamentar do CDS-PP, não basta aos deputados entregarem requerimentos para saberem o que se passa nas empresas públicas da região, porque o Governo Regional ou não responde ou dá “não-respostas”.

“Em primeiro lugar, há atraso nas respostas. Temos um requerimento feito desde março sobre a Saudaçor e ainda não temos resposta. E depois há respostas que são a gozar com os partidos e com o parlamento. É gozo puro. O Governo Regional dos Açores chegou a um ponto em que se dá à má educação e ao mau relacionamento democrático de gozar com quem quer esclarecer a verdade”, frisou.

O grupo parlamentar do CDS-PP nos Açores tem apenas quatro deputados e são necessários 12 para que seja criada uma comissão de inquérito potestativa, ou seja, sem que o PS, em maioria no Parlamento, a possa chumbar.

No entanto, Artur Lima, espera que os deputados da oposição (PSD, BE, PCP e PPM) apoiem a proposta, que pretende apurar a atividade do setor público empresarial na região.

“Presumo que toda a oposição estará unida nesse sentido. A avaliar pelo que foi o debate no Plano e Orçamento, julgo que ninguém se oporá a uma comissão de inquérito ao setor público empresarial”, apontou.

O líder parlamentar centrista disse que é preciso apurar o que fazem as empresas públicas, como contratam, para que contratam e “sobretudo porque se endividam tanto”, acrescentando que as dívidas da Lotaçor, da Saudaçor e da SATA são “galopantes”.

“O avião A321 que era para vir para a SATA continua em parte incerta, os navios em parte incerta estão, a Lotaçor não se percebe qual é o seu objetivo, a Saudaçor esbanja dinheiro todos os dias, a SPRHI sabemos que é para endividar todos os dias…”, frisou.

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